Seidor
Mapa da Empresa Autônoma

28 de agosto de 2026

Empresa Autônoma é o melhor caminho para fugir da automação do caos

  • A SEIDOR apresentará no SAP NOW AI Tour Brazil 2026, nos dias 9 e 10 de setembro em São Paulo, o Mapa da Empresa Autônoma, uma metodologia para avaliar o nível de maturidade das organizações antes de implementar agentes de IA.
  • O diagnóstico percorre dez domínios da organização em uma escala de zero a quatro, com três condições mínimas não negociáveis: dados e semântica; governança e identidade de autoridade; e economia de consumo de IA.
  • O objetivo é evitar o risco de automatizar o caos: repetir em escala os mesmos problemas que já existem na operação por falta de dados organizados, processos definidos e arquitetura madura.
  • A SEIDOR apresentará agentes customizados desenvolvidos com Joule Studio para indústrias como varejo, agronegócio e farmacêutico.

Desde que a SAP anunciou o conceito de Autonomous Enterprise no Sapphire 2026, o tema ganhou relevância nas discussões sobre o futuro dos negócios: organizações capazes de executar processos por meio da combinação entre aplicações empresariais, dados integrados e agentes inteligentes, que deixam de atuar como ferramentas isoladas e passam a operar dentro do contexto real da operação, tomando decisões e executando tarefas de forma coordenada e com forte camada de governança. É uma visão ambiciosa, que aponta para ganhos reais de eficiência e velocidade na tomada de decisão.

No entanto, há uma questão sobre a implementação de agentes de inteligência artificial nas empresas que raramente aparece nos anúncios mais entusiasmados do mercado: o risco de automatizar o caos. Quando uma organização decide colocar agentes para executar processos sem antes ter dados organizados, processos definidos e uma arquitetura empresarial madura, o resultado é a repetição, em escala e de forma descontrolada, dos mesmos problemas que já existiam na operação.

A SEIDOR está atenta a essa lacuna há algum tempo. E é a partir desse desafio que chegamos ao SAP NOW AI Tour Brazil 2026, nos dias 9 e 10 de setembro, em São Paulo, para apresentar como temos estruturado a preparação das empresas para essa nova fase dos agentes de IA. O ponto de partida dessa estratégia é o Mapa da Empresa Autônoma, uma metodologia pensada para avaliar o nível de maturidade de cada organização e, com base nessa avaliação, orientar a habilitação de agentes disponibilizados pela SAP e a construção de agentes sob medida, desenvolvidos por meio do Joule Studio.

O Mapa da Empresa Autônoma

O Mapa da Empresa Autônoma nasceu como uma metodologia de diagnóstico, desenvolvida para identificar em que estágio de maturidade uma empresa se encontra antes de avançar para a implementação de agentes inteligentes. A avaliação percorre dez domínios da organização em uma escala de zero a quatro e estabelece quatro faixas de maturidade: Fragmentado, Fundacional, Governado e Escalável. O objetivo é identificar quais condições já estão presentes e quais precisam ser desenvolvidas antes que os agentes avancem para a operação.

Entre esses dez domínios, três funcionam como condição mínima e não são negociáveis: dados e semântica; governança e identidade de autoridade; e economia de consumo de inteligência artificial. Uma pontuação (que vai de 0 a 4) abaixo de dois em qualquer um deles impede que qualquer agente avance para produção. Essa exigência existe porque a experiência recente mostrou que projetos pilotos bem-sucedidos em ambiente controlado frequentemente não sobrevivem à escala da operação real, justamente por falta dessa base. É a diferença entre um piloto que vira operação e um piloto que vira slide de retrospectiva.

A lógica por trás dessas exigências é direta. Sem um objetivo estratégico claramente definido, o uso de inteligência artificial tende a virar apenas mais uma tentativa isolada, sem conexão com os resultados que a empresa efetivamente busca. Sem processos de negócio mapeados, os agentes acabam agindo de forma genérica, incapazes de refletir as particularidades que cada operação acumulou ao longo dos anos. E sem dados organizados e confiáveis, simplesmente não há informação suficiente para que o agente tome decisões corretas.

No universo das empresas que utilizam SAP, essa análise ganha ainda uma camada adicional: além de processos e dados, o diagnóstico considera as customizações realizadas nos sistemas SAP, a adoção do conceito de Clean Core e as integrações com aplicações externas.

O ponto de partida: preparação antes da ação

O ponto de partida é entender que a adoção de agentes representa uma nova etapa no uso da inteligência artificial pelas empresas. A nova tecnologia é parte de uma evolução que já acontece há alguns anos na relação das empresas com a inteligência artificial. Num primeiro momento, a tecnologia se apresentou como uma IA conversacional, capaz de responder perguntas e gerar conteúdo a partir de grandes modelos de linguagem. Em seguida, passou a incorporar uma camada comportamental, assumindo papéis específicos dentro dos processos, como um agente de vendas ou de atendimento ao cliente. Agora, chegamos à etapa em que a IA passa a agir de fato: interage com sistemas corporativos, aplicações externas e processos de negócio, executando tarefas e, em alguns casos, tomando decisões de forma autônoma.

Um levantamento do MIT, que ouviu cerca de 800 empresas, ajuda a dimensionar porque essa preparação importa tanto. Apesar de um investimento conjunto estimado em US$ 40 bilhões em inteligência artificial, 95% dessas empresas não obtiveram resultados efetivos com os projetos implementados. As experiências que de fato geraram retorno concentraram os esforços nas áreas administrativa e financeira, não se limitando a frentes como vendas e geração de conteúdo. É exatamente nesse território que o conceito de Empresa Autônoma encontra maior aderência.

Diagnóstico e construção de agentes customizados

Diagnosticar a maturidade da empresa é a primeira parte do trabalho. A segunda é construir, a partir desse diagnóstico, agentes que respondam às necessidades específicas de cada negócio. No SAP NOW, vamos apresentar como temos utilizado o Joule Studio para desenvolver agentes customizados, com exemplos aplicados em indústrias como varejo, agronegócio e farmacêutico, verticais em que a SEIDOR acumula experiência consolidada.

A diferença entre um agente padronizado e um agente construído sob medida está, sobretudo, na capacidade de incorporar regras de negócio que cada empresa desenvolveu ao longo de décadas de operação e que dificilmente estarão contempladas em uma solução padrão.

Já temos avançado nessa direção com clientes reais, habilitando recursos iniciais de inteligência artificial, como a Joule, e fomos reconhecidos pela própria SAP como a empresa que mais avançou nessa frente no último ano. São passos que antecedem a camada de agentes propriamente dita, mas que fazem parte da mesma jornada de maturidade que o Mapa da Empresa Autônoma se propõe a organizar.

A Empresa Autônoma ainda está em construção, e sua consolidação depende de um trabalho de base que muitas empresas ainda não fizeram. Preparar essa base, com diagnóstico, método e experiência prática, é o papel que a SEIDOR assume nessa jornada.

Oldack Sérgio Rabelo Coutinho, Diretor de Arquitetura Empresarial na SEIDOR Brasil