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IA

17 de dezembro de 2025

IA: a hora do protagonismo no palco corporativo

  • Por que 2025 foi um ano de ensaios para a IA?
  • Os erros mais comuns na adoção da IA corporativa
  • Casos de sucesso: quando a disciplina faz diferença
  • Lições aprendidas: governança, dados e integração
  • 2026: o ano da virada para a inteligência artificial
  • Como alinhar expectativas e buscar ROI real
  • O futuro da IA: do hype à maturidade operacional

Por que 2025 foi um ano de ensaios para a IA?

O ano de 2025 foi marcado por grandes ensaios de implantação e operação com IA. Muitos projetos, porém, não avançaram além da fase piloto. Essa experiência deixou uma constatação importante: entusiasmo tecnológico, sem um trabalho consistente de preparação, não gera o resultado esperado pelas corporações.

Diversas empresas implementaram chatbots e copilotos desconectados dos seus dados, dos seus processos e sem indicadores claros de desempenho. Sem integração, sem governança e sem equipes preparadas, o impacto da IA foi mínimo — e vários projetos foram encerrados ainda no piloto.

Casos de sucesso: quando a disciplina faz diferença

Por outro lado, também vimos casos em que a disciplina fez toda a diferença. Em um dos projetos que acompanhei, a automação só começou após uma revisão completa do processo, organização dos dados e definição de regras e controles. Quando os agentes foram integrados ao ERP, a operação passou a funcionar com segurança, rastreabilidade e ganhos mensuráveis. O valor não veio apenas da tecnologia; resultou da metodologia aplicada e da maturidade operacional construída antes da IA entrar em cena.

As lições de 2025 para 2026 são claras:

  • sem governança, a IA vira risco
  • sem dados confiáveis, vira opinião
  • sem integração, vira demonstração
  • e sem cultura, vira piloto permanente

2026: o ano da virada para a inteligência artificial

É por isso que 2026 se torna o ano da virada. O avanço da IA nas empresas dependerá menos de novos modelos e mais da capacidade de preparar processos, sistemas e pessoas para receber essas soluções. Agentes corporativos integrados ao SAP S/4HANA, Business One, CRMs e sistemas satélites deixam de ser experimentais e passam a executar tarefas reais dentro de fluxos auditáveis, seguros e alinhados às normas do negócio.

Também é o momento de ajustar expectativas. A IA é poderosa e promissora, mas não é solução milagrosa. Como qualquer tecnologia, tem limites — e só faz sentido quando entrega ROI concreto. A adoção não pode ocorrer porque “é tendência”, mas porque aumenta eficiência, reduz custos ou eleva a qualidade da operação.

Ainda vivemos um período de entusiasmo excessivo. O hype é compreensível, mas perigoso: expectativas distorcidas podem frustrar até soluções tecnicamente sólidas. Não é a IA que decepciona; é a falta de preparação e de clareza sobre o que ela pode efetivamente entregar hoje.

O futuro da IA: do hype à maturidade operacional

Apesar disso, o avanço será contínuo. Cada ano fará o anterior parecer superado. O espetáculo já começou, 2026 é o ano em que a IA deixa os ensaios e assume o palco principal. Resta saber se as empresas escolherão apenas assistir ou participar do protagonismo.

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Carlos Polo
Director de desarrollo de negocio Innovation & Ventures en SEIDOR